Sintomas
clássicos: Nunca deixar o telefone sem bateria, preferir conversar pelo
aparelho, português péssimo e abreviado, olhar vazio, cara de bunda e ao ser
chamado a primeira resposta que o individuo solta é um “Hãaaaaa”?
Olha
só...Vamos raciocinar.... Hoje a dependência do celular é uma síndrome que,
segundo alguns especialistas, começou a ser estudada há cerca de dois anos e
recebeu o nome de Nomofobia. Isso, essa merda agora tem nome. O nome é formado
a partir da expressão “no mobile”, ou seja, medo de ficar sem o celular,
problema ligado também à abstinência de internet. E quando penso nisso, lembro
de um amigo meu que há tempos atrás me disse a seguinte frase: “A geração de
hoje respira por aparelhos.” Fiquei chocado na época, afinal, há alguns anos
atrás, se repetíssemos uma frase como essa, estaríamos falando sobre alguém em
estado terminal de vida, porém, hoje fez um sentido danado e coube muito bem no
texto.
Como o aparelho se tornou objeto de
consumo popular no mundo inteiro as clínicas e hospitais recebem quantidades
crescentes de pacientes que relatam sofrer com o problema, ainda não incluído
no DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – Tô pesquisando,
affff, é chique mas é chato para “Caralêo), o conjunto dos transtornos mentais
reconhecidos pela Associação Americana de Psiquiatria.
Os sintomas variam de acordo com a
intensidade da dependência. Começam com uma preocupação excessiva pelo maldito
aparelho: nunca deixá-lo sem bateria, ter mais de um celular, preferir carregar
o aparelho nas mãos a levá-lo na bolsa e priorizar o contato via celular. Nos
casos mais graves, o vício provoca alteração de humor, respiração, taquicardia,
ansiedade e nervosismo. Todas essas características são facilmente reconhecidas
e podem ser reconhecidas na rua onde mora e transitam aqueles ZUMBIS com uma
aparelho na mão, fones de ouvido e cara de bunda.
Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco,
coordenador do Grupo de Dependentes de Internet do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas da USP, em alguns casos o celular acaba funcionando como
escape porque serve para aplacar a ansiedade.
– Há reações físicas extremas
semelhantes à privação por álcool, mas os sintomas são mais identificados em
nível psicológico.
Nem sempre, e começo a perceber que
seria melhor dizer um NUNCA, os sintomas podem ser percebidos por quem sofre da
síndrome. É comum que um amigo ou alguém da família alerte sobre hábitos
exagerados. Esse tipo de situação é comum quando jovens não desgrudam do
celular. Eles são mais adaptados às novas tecnologias e produtos de última
geração – a adolescência é fase em que a nomofobia é mais evidente. Há também
estudos que explicam a incidência maior no público jovem a partir de suas
características cerebrais; Se é que sobraram algumas características cerebrais
depois de tanta exposição.
Antes da idade adulta, a região do
córtex pré-frontal do cérebro (localizada na área da testa e responsável, entre
outras coisas, por pensar e planejar ações, além de influenciar no controle dos
impulsos, se não entendeu, é na cabeça, idiota) ainda não tem suas funções em
pleno funcionamento.
A tal psicóloga Anna Lucia Spear
King, (você entenderá o tal daqui a pouquinho) pesquisadora do Laboratório de
Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal
do Rio de Janeiro), explica a diferença entre dependência natural e doentia do
celular.
– Depender de uma ligação do chefe,
precisar do aparelho para trabalhar ou esperar uma ligação de um amigo são
situações naturais, que todo mundo tem e são saudáveis. Quem não gosta do
conforto da tecnologia, de poder levar o celular para onde quiser?
A “DOTORA” diz que ainda não ficou
sem celular para avaliar se a falta do aparelho atrapalharia sua rotina.
– Ainda não fiquei sem. Graças, afff
Imagina?... Mas eu acho que atrapalharia. (Esse “Affff Imagina” te fodeu
doutora, vai se tratar vai. Entendeu o “Tal” agora?
E a “Tal” continua: O problema acontece
quando alguém não consegue mais sair de casa sem o telefone por medo de passar
mal na rua e não ter acesso a um contato para socorro imediato, o que sugere a
existência de algum transtorno de pânico ou ansiedade. Aquela
desculpa esfarrapada para não sair sem o maldito aparelho.
A avaliação da gravidade do problema
é feita no consultório de um psicólogo ou psiquiatra. O tratamento mais comum é
a terapia cognitiva comportamental (também chamada de psicoterapia cognitiva),
indicada para a maioria dos transtornos psiquiátricos. Mas o método mais econômico
e de resultados rápidos, é tirar o telefone da mão do “Imbecilizado” que
convive com você.
Seguindo o método 2, você perceberá
uma crise de abstinência semelhante a de um drogado; Olhos perdidos, Boca Seca,
Mãos Tremulas, Agitamento, Sequência de perguntas estúpidas e Frases sem muito
nexo, ou seja, verás um ZUMBI REVELADO.
O grande problema é que a telefonia
está se fundindo com a internet. Então, os riscos do uso excessivo do celular e
da web acabam se somando; Ai já viu né? Se não tomar cuidado, o próximo idiota
poderá ser você. E se não gostou, PEGA EU!

























