sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O palavrão liberta…


Palavrões libertam, colocam a alma no centro e te trazem de volta a realidade. Observem alguns exemplos dos mais conhecidos e divirta-se em 2014.





Olha só o “Foda-se”! O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se!” aumenta a auto-estima, torna uma pessoa muito melhor. Reorganiza as coisas. Liberta. “Não quer sair comigo?! – então, foda-se!” “Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! – então, foda-se!” O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição.


Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

“Caralho”, por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade, dimensão ou distância como “Prá Caralho”?


Veja algumas aplicações. A Via Láctea tem estrelas? Tem muitas estrelas? Bastante estrelas? Não, a Via Láctea tem estrelas Prá Caralho. O Sol está quente ? O Sol estã muito quente? Não, o Sol está quente "Prá Caralho"! O universo é antigo?, O Universo é muito antigo? Não, o Universo é antigo "Prá Caralho"! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho! Entendes? No género do “Prá Caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem Fodendo!”. Nem o “Não, não e não!” e o “Nem pensar!” o substituem. O “Nem Fodendo!” é magnânimo e liquida qualquer assunto.




O "Nem Fodendo" Liberta, tranquiliza e põe a situação no centro. Exemplos: Aquele filho pentelho te perturba  pedindo o carro para ir surfar na praia? Não perca tempo nem paciência. Solta logo um definitivo: “Huguinho do meu coração, presta atenção no que papai vai dizer, filho querido, "Nem Fodendo"!”. Ele aprende logo a lição e vai passear com os amigos, sem qualquer problema. Ai você fechas os olhos e volta a curtir o CD do Queen que estãva ouvindo antes da interrupção. Há outros palavrões igualmente clássicos.


Pense na sonoridade de um “Puta que pariu!”, ou o seu correlativo “Pu-ta-que-o-pa-riu!”, falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer “Puta-que-o-pariu!”, dito assim, te coloca outra vez nos eixos. Os teus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou te livrar de maiores dores de cabeça. Um “Puta que pariu!”bem mandado arranca pensamentos de quem o ouve: "Esse cara manda hein!"


E o que dizer do nosso famoso “Vai tomar no cu!”? Essa frase já não tem mais a força de um palavrão, ela soa mais como elogio ou expressão de surpresa. Exemplo: Como você adivinhou o presente que eu queria? Vai toma no cú adivinhão! E a sua maravilhosa e reforçadora derivação “Vai tomar no olho do seu cu!”? Já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!”?. Isso o distancia de qualquer problema não temporariamente, mas para sempre.


Com uma dessa, bem mandada, você retoma as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. É de desabotoar a camisa e ir à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado sorriso nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fudeu!”. 



E a sua derivação, mais avassaladora ainda: “Fudeu de vez!”. Conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Situações de uso: Sua esposa usa seu cartão de crédito sem você saber e estoura o limite. Você recebe a conta e imediatamente não sabe o que fazer. Nada melhor que um "Fudeu" prá te colocar em dia com a situação. Sua esposa te pega com a secretária te tirando uma sujeirinha do ombro. Expressão adequada para o momento: "Fudeu". Na mesma situação, você se levanta e ela percebe que seu ziper está aberto; ai nada melhor que um "Fudeu de vez". Algo assim como quando está sem os documentos do carro, sem habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando parar. O que você diz? “Fudeu de vez!”




Ou quando percebe que é de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … Ai você pensa “Tô Fudido!”

Como corrigir a Timidez



Segundo Bernardo Carducci (Shyness: The New Solution, in Psychology Today, Janeiro de 2000), 75% das pessoas apresentam condutas tímidas diante de estranhos. Isso quer dizer que três entre quatro pessoas têm dificuldade para se relacionar plena e objetivamente na sociedade. Portanto, os tímidos não são exceção no quadro geral, ao contrário, eles compõem a grande maioria da humanidade. 
 

Outra coisa que, a princípio, deve ficar bem clara, é que a timidez, sob o ponto de vista clínico, não é considerada uma doença, embora, em nível acentuado, possa trazer algumas complicações de ordem psicossomática. Os maiores problemas, na prática, são de ordem social.

Procurando ser o mais objetivo possível no exame da questão, L.C.Martins afirma que a timidez é, basicamente, um “problema de comunicação”, e que é a partir desta visão – muito mais fácil de ser entendida e trabalhada - que é possível “corrigir a timidez”. Segundo este autor, grande parte das dificuldades no relacionamento humano – principalmente a timidez - decorre de “falhas de aprendizagem”, ou seja, a pessoa reage com timidez porque não aprendeu corretamente a se relacionar com a sociedade.
 

Essa “aprendizagem falha” faz com que a pessoa formule e/ou admita preconceitos que acabam se transformando em crenças, e são essas crenças que interferem diretamente no processo decisório do indivíduo, levando-o a optar pela fuga, ausência, silêncio ou submissão quando precisa decidir, quando precisa se comunicar. No entanto, é perfeitamente possível consertar essas “falhas de aprendizagem”.
 
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Não há como discordar que
 o medo, a ânsia e o preconceito são responsáveis por 90% do sofrimento humano, e que todas as pessoas, indistintamente, convivem com estes sentimentos a vida inteira. A diferença fica por conta da maneira como cada pessoa reage a eles. 

Os medos, por exemplo, são projeções mentais formuladas a partir de uma experiência dolorosa no passado
 (tenha sido essa experiência real ou imaginária). O desejo de não sentir novamente a mesma sensação, cria uma espécie de barreira intelecto-emocional que nos impede de agir ou reagir racionalmente quando o fato se reapresenta na nossa vida. Isso “desarranja” o nosso sistema nervoso e desencadeia todo um conjunto de reações bem características, como suor frio, aumento do batimento cardíaco, tremores etc., embora, quase sempre, nada aconteça além desse desconforto. É preciso entender também que todo mundo tem medos, uns mais, outros menos. Mas isto, entretanto, não quer dizer que umas sejam superiores às outras; apenas não foram afetadas com a mesma intensidade. 

A ânsia tem a ver com a qualidade das nossas expectativas. Ela resulta da não-aceitação do fato de que somos impotentes para modificar o rumo de certos acontecimentos. Isto nos leva a viver numa luta inglória entre a nossa vontade e a realidade (que não pode ser mudada), e a realidade, é claro, sempre vence, muitas vezes trazendo frustração e dor.
 
 

Já os preconceitos são barreiras intelectuais herdadas ou construídas a partir de falsos juízos. Eles surgem porque todo ser humano precisa ter uma explicação para todas as coisas que os sentidos percebem. Quando a pessoa não encontra essa explicação por si mesmo, aceita a primeira explicação que surge, e esta, então, lhe servirá de base para raciocínios futuros, até que uma nova explicação, mais satisfatória, substitua a anterior. Por isso chamamos este juízo de preconceito (“pré-conceito”). 

A esta altura você deve estar perguntando o que isso tem a ver com timidez, não é mesmo? A resposta é simples: tudo!
 
Na realidade, a timidez é um estado de ansiedade deflagrado a partir dos nossos medos e preconceitos, principalmente com relação à imagem das outras pessoas. Nada mais que isso. Quando modificamos a imagem dessas pessoas (substituindo um preconceito por um novo conceito, mais coerente e consistente) esse medo deixa de ter sentido.

Não há regrinhas milagrosas para corrigir a timidez, isso não existe. O que pode transformar uma pessoa é o conhecimento de novas realidades e a conseqüente substituição de uma “idéia” por outra, venha ela embasada cientificamente ou por “iluminação espiritual”, não importa. O que importa é que ela venha. Os benefícios acontecerão por conseqüência.
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No mundo há pessoas altas, baixas, gordas, magras, carecas, faladeiras, cultas, displicentes, com piercing, sem piercing, que usam terno, que usam jeans, religiosas ou não, observadoras, extravagantes, tímidas, politizadas, ignorantes, discretas, indiscretas, gananciosas, curiosas, habilidosas, felizes, amarguradas, perdulárias, fofoqueiras, excêntricas, que gostam de esportes, que gostam de música, que gostam de tudo, que não gostam de nada ... 

Olhe em volta e você verá todo tipo de gente. Gente assim como a gente, que sonha, tem desejos, esperanças, virtudes e defeitos, e que são poetas, cientistas, rezadeiras, solidários, egoístas, fanáticos, fortes, fracos, doutores ou não, que cantam, dançam, gritam, choram, esperneiam, têm calo, caspa, azia, unha encravada...
 

São tantas as diferenças que é impossível encontrar duas pessoas absolutamente iguais; cada uma tem seu tipo, seu jeito, suas manias, seus defeitos e suas virtudes. Ninguém melhor, ninguém pior; todas são diferentes, todas são especiais.
 

Por isso,
 tentar copiar um “padrão de qualidade” estabelecido seja lá por quem for é o mesmo que negar sua importância diante do mundo. Afinal, são justamente as nossas diferenças que nos fazem únicos. Sem essas diferenças, perdemos a nossa identidade. 

Portanto - se aceita um conselho - não queira ser igual a ninguém. Apenas, melhore suas diferenças. 
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A pergunta crucial que acompanha o tímido é a seguinte: “o que vão pensar de mim?” 

Esta preocupação com “o que os outros vão pensar”, é muito parecida com a sensação do medo comum, aquele medo que as pessoas têm de barata, quarto escuro, alma penada etc. É a preocupação com o perigo, com o mal que pode acontecer. Acontece, entretanto, que toda preocupação, seja ela com o que for, é uma projeção fantasiosa que (por ser fantasia) quase sempre carece de lógica; é coisa só da imaginação. Porém – isto é importante - mesmo sendo coisa da imaginação, é real, existe de fato na nossa mente.
 

“A imaginação é mais poderosa do que o raciocínio”
Albert Einstein

Todos os nossos medos têm a mesma origem. Aliás, a sensação de medo é própria dos animais. É o medo que garante a sobrevivência das espécies; é ele que faz aumentar a produção de adrenalina e nos prepara para o combate ou para a fuga diante do perigo. Se o homem não sentisse medo não sobreviveria. E, por isso, “todas as pessoas sentem medo”, todas. 

É importante, todavia, manter esse medo sob controle, e a melhor maneira de fazer isso é não dar pernas à fantasia, ou seja, não deixar a imaginação criar mais do que deve. Particularmente, no caso dos tímidos, esta providência é a chave para controlar e até mesmo superar à ânsia.
 

Se a gente consegue diminuir o tamanho e força da fantasia, ou seja, se deixamos de valorizar tanto o que os outros pensam a nosso respeito, a timidez perde naturalmente o sentido. Por isso, o mais importante para o tímido não é vencer a timidez mas sim valorizar menos a opinião dos outros e valorizar mais as suas próprias diferenças. Esta "solução" é bem mais fácil, mais prática e mais eficaz, já que restaura a auto-confiança e reduz a ansiedade a níveis controláveis.
 

Esta mudança de atitude é possível utilizando-se os métodos auto-sugestivos desenvolvidos por Emile Couè, reforçados pela aceitação de novos conceitos obtidos através de um "exercício de coerências". 
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Para que tenha uma idéia de como os métodos auto-sugestivos sustentados num programa de "repetições sistemáticas de novos conceitos" podem modificar as nossas atitudes (e timidez é uma atitude), vale transcrever este texto do Dr. Gustave Le Bon, autor do clássico "As Opiniões e as Crenças":
O Efeito da Afirmação e Repetição(*)
“A afirmação e a repetição são agentes muito poderosos pelos quais são criadas e propagadas as opiniões. A educação é, em parte, baseada neles. Os políticos e os agitadores de toda a natureza fazem disso um uso quotidiano. Afirmar, depois repetir, representa mesmo o fundo principal dos seus discursos. 

A afirmação não precisa de se apoiar numa prova racional qualquer: deve, simplesmente, ser curta e enérgica, e cumpre que impressione. Pode-se considerar como tipo dessas três qualidades o manifesto seguinte, recentemente reproduzido em vários jornais: 
Quem produziu o trigo, isto é, o pão para todos? O camponês! 
Quem faz brotar a aveia, a cevada, todos os cereais? O camponês!
Quem cria o gado para dar a carne? O camponês!
 
Quem cria o carneiro para proporcionar a lã? O camponês!
 
Quem produz o vinho, a cidra, etc.? O camponês!
 
Quem nutre a caça? O camponês!
 

E, entretanto, quem come o melhor pão, a melhor carne?
 
Quem usa as mais belas roupas?
 
Quem bebe o bordeaux e o champagne?
 
Quem se aproveita da caça?
 
O burguês!!
 
Quem se diverte e repousa à vontade?
 
Quem tem todos os prazeres?
 
Quem faz viagens de recreio?
 
Quem se coloca à sombra no estio e no inverno junto a um bom fogo? O burguês!!
 
Quem se nutre mal?
 
Quem raramente bebe vinho?
 
Quem trabalha sem cessar?
 
Quem se queima no verão e gela no inverno?
 
Quem padece muitas misérias e tem pesados trabalhos?
 
O camponês!

Suficientemente repetida, a afirmação acaba por criar, primeiramente, uma opinião e, mais tarde, uma crença. 

A repetição é o complemento necessário da afirmação. Repetir muitas vezes uma palavra, uma idéia, uma fórmula, é transformá-las fatalmente em crença. Do fundador da religião ao negociante, todos os homens que procuram persuadir a outros têm empregado esse processo. 

O seu poder é tal que se acaba por crer nas próprias palavras assim repetidas e por aceitar as opiniões que habitualmente se exprime.

Pratique auto-sugestão para “corrigir” timidez

À vista do leigo, auto-sugestão só é uma “coisa” que pode dar certo em determinados casos, mas que jamais seria eficaz para resolver, por exemplo, um caso de timidez. Fiz questão de referir “à vista do leigo” porque poucas pessoas conhecem, verdadeiramente, os poderes desta fantástica terapia, reconhecida cientificamente e aplicada com sucesso nos centros mais desenvolvidos do mundo. 

Os princípios da auto-sugestão foram definidos por Emile Coué (1861-1921), partindo de observações e análises sistemáticas dos resultados obtidos com a hipnose clínica. Dentre estes princípios, dois são fundamentais para que o leitor entenda por que a auto-sugestão é altamente eficaz para vencer a timidez:
 
1 – Tudo aquilo que se afirma com insistência, acaba se tornando verdade na mente de quem afirma;
 
2 – Na briga da razão com imaginação, esta última sempre sai ganhando.
 

Para que o leitor entenda o alcance destes princípios, podemos recorrer às recentes pesquisas no campo da neurofisiologia e da psicopedagogia, que tratam especificamente da aprendizagem. Hoje, por exemplo, sabemos que o cérebro humano opera dois tipos de memória: uma memória de curto prazo, que trabalha com as informações do agora, e uma memória de longo prazo que mantém registrados dados, regras e emoções de real importância e dos quais nos valemos no nosso dia-a-dia.
 

Reparem que cada vez que precisamos dar um laço do cadarço do sapato, fazemos isso de forma natural e espontânea, sem precisar “recorrer” à memória para lembrar como devemos fazer. Isso é possível porque o procedimento para dar laço do cadarço do sapato está registrado na nossa memória de longo prazo. Também o motorista não pára para pensar o que deve fazer quando o sinal de trânsito fica vermelho; ele pisa no freio, automaticamente. É o mesmo princípio.
 

Porém, nem todas as informações do cotidiano são armazenadas nessa memória de longo prazo (ou memória subconsciente). Ali ficam registradas, basicamente, as informações que tiveram grande impacto emocional na nossa vida, seja esse impacto positivo ou negativo, e as informações repetidas com constância, como a tabuada, que aprendemos por repetição sistemática.
 

São exatamente essas informações armazenadas na nossa memória de longo prazo que nos “condicionam” a reagir desta ou daquela forma nas mais diferentes situações do cotidiano. Quer ver um exemplo muito simples? Uma criança que tenha sido mordida por um cão e, por isso mesmo, experimentado uma emoção negativa muito forte, tem registrada essa emoção na memória. É por isso que, mesmo anos depois, ela reagirá com medo toda vez que se deparar com um cão.
 O medo, na maioria dos casos, resulta de uma aprendizagem dolorosa no passado. 

Ocorre, entretanto, que essas emoções não precisam ser reais (vividas na realidade) para serem memorizadas; elas podem resultar da imaginação. Um exemplo são as pessoas que têm medo de alma do outro mundo; elas nunca viram nenhuma mas reagem com medo diante da possibilidade de ficar frente a frente com uma. Elas “aprenderam” este medo ouvindo histórias de terror, seja através de livros, filmes etc. que excitaram a sua imaginação.
 

Isso, como vocês podem perceber, tem tudo a ver com a ver com os nossos comportamentos e atitudes. A educação que recebemos (transferência de crenças) é que nos condicionou a agirmos desta ou daquela forma durante a vida (atitudes). Essas informações, de tanto que nossos pais insistiram que aprendêssemos, acabaram registradas na nossa memória de longo prazo. E são elas que definem a maioria das nossas atitudes no dia-a-dia, inclusive a forma como nos relacionamos com as outras pessoas.
 

Da mesma forma, quando vamos tomar alguma decisão – importante ou não – sempre recorremos a nossa memória de longo prazo para fazermos a avaliação dor/prazer. É justamente por isso que a pessoa que foi mordida por um cão sempre reluta em se aproximar de algum.
 

Como vocês podem ver, os chamados “mistérios da mente” nem sempre são tão misteriosos assim, não é mesmo?
 

Cabe registrar que, quatro séculos antes de Coué, Maquiavel já havia escrito que
 “mesmo uma mentira, se repetida com insistência, transforma-se em verdade”. Esta lição, retirada de O Príncipe, é a própria afirmação de Coué com outras palavras. 

Coué também afirmava que “na briga da razão com imaginação, esta última sempre sai ganhando”. Isso quer dizer que as nossas crenças são mais determinantes do que a realidade que nos envolve. Por isso é muito difícil convencer alguém de que tem medo de alma do outro mundo que elas não existem, ou que os quartos escuros não são povoados de seres sobrenaturais. Se a pessoa acredita nisso, é muito difícil convencê-la do contrário.
 

Portanto, não adianta a pessoa tentar se sugestionar afirmando “não tenho medo de quarto escuro”; se ela crê, firmemente, que seres sobrenaturais habitam os quartos escuros (imaginação) essa crença vencerá sempre.
 

É justamente por isso que as técnicas de auto-sugestão (afirmações feitas pela própria pessoa) não devem incitar o combate da razão com a imaginação. Já que as velhas crenças estão consolidadas na mente inconsciente,
 o máximo que se pode fazer é registrar novos conceitos na memória através da repetição continuada e deixar que esses novos conceitos passem a compor, também, a base intelecto/emocional da pessoa (a mesma base que influi no processo decisório dor/prazer). Com a repetição continuada, é bem provável que esse segundo conceito passe a prevalecer sobre a antiga crença. Podemos dizer que isso acontece em 99,99% dos casos. 
Como consolidar as novas crenças
Quando a professora diz que 8 x 7 = 56, o aluno não duvida; afinal, ela tem crédito (lembram quando eu falei sobre o “crédito da fonte”?). Entretanto, apesar de esta ser uma informação coerente e que, portanto, tende a se tornar uma crença na mente do aluno, ela não se instala na memória imediatamente. Será preciso que tal informação seja repetida e praticada para que, no futuro, seja recuperada na memória automaticamente. No caso das crenças intimidantes, a regra é a mesma.

Você, com toda certeza, admitiu que muitas informações contidas nesta homepage são coerentes, afinal, são informações embasadas cientificamente. Este é o primeiro passo, porém não é tudo. Será preciso que você faça exatamente como fez para aprender tabuada. Você precisará “repetir” alguns dos conceitos que admitiu como coerentes para que, em determinados momentos da sua vida, eles se expressam em forma de reflexos. Pois é exatamente isso que nós vamos fazer agora.
 

A seguir, você vai encontrar um conjunto de formulações (frases auto-sugestivas) que deverá repetir, sistematicamente, até que elas se instalem definitivamente na sua mente inconsciente. É uma espécie de exercício que você deverá praticar, a princípio, até quatro vezes por dia, durante 21 dias. Após estes 21 dias recomenda-se parar 7 dias e repetir durante mais 21. Quase sempre este tempo é suficiente para produzir resultados satisfatórios. Mas você poderá repetir o exercício outras vezes, se quiser. Por exemplo, pode repeti-lo uma vez por semana até que se sinta absolutamente seguro.
 

Cada sessão deve tomar 4 ou 5 minutos, no máximo. Você pode praticar, por exemplo:
 
1ª sessão - pela manhã, antes do dejejum, ainda na cama
 
2ª sessão - antes do almoço
 
3ª sessão - ao entardecer
 
4ª sessão - na cama, antes de dormir
 

Segundo Georgi Lozanov - criador das técnicas de aprendizagem acelerada - o estado ideal para memorizar é quando o cérebro opera na faixa de 8 a 12 ciclos/segundo, ou seja, estado “alfa”. Qualquer pessoa pode atingir este estado através de técnicas simples de relaxamento. Portanto, faça de acordo com o roteiro abaixo:
1 - Procure uma posição cômoda; afrouxe os cintos, tire o relógio, óculos etc. Você não precisa estar deitado, porém, o ambiente deve estar calmo, sem tique-taques de despertadores, falatórios ou quaisquer ruídos impertinentes; 
2 – Fique absolutamente imóvel – braços, pernas e musculatura do rosto absolutamente frouxos -, feche os olhos e respire lenta e profundamente cinco ou seis vezes, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. Depois volte a respirar normalmente;
 
3 – Ainda de olhos fechados e o mais imóvel possível, por uns dois minutos concentre toda sua atenção na respiração. Tente perceber o ar entrando e saindo pelas narinas. Esta providência é conveniente para evitar o assédio de pensamentos impertinentes enquanto você atinge um bom nível de relaxamento;
 
4 – A esta altura você deve estar se sentido leve, calmo, respirando tranqüilamente. Se não estiver ainda entrado em alfa, estará muito próximo disso;
 
5 - Se não tiver memorizado as formulações (há um exemplo logo abaixo) leia cada uma delas num tom de voz normal, nem muito baixo, nem alto. Mas leia como se estivesse dando uma ordem para você mesmo. Uma ordem clara e objetiva.
 
>>>Nota:
 uma boa providência é deixar as formulações, por escrito, bem à sua frente, de modo que você não precise fazer qualquer movimento além de abrir os olhos para ler. 
6 - Se já tiver memorizado, repita no mesmo tom de voz, uma a uma;
 
7 - Feito isso, respire de novo, profundamente, cinco ou seis vezes e o exercício estará terminado.

EXEMPLO DE FORMULAÇÃO EFICAZ

"Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar,
eu me sinto SEMPRE calmo e seguro.
Nenhuma pessoa ou situação é capaz de me intimidar
ou abalar a minha tranqüilidade."

Atenção: Alguns especialistas em auto-hipnose recomendam também que se faça uma cópia das formulações, de próprio punho, diariamente. Para tanto, você deve ter uma caderno especial só para isso, datando e assinando ao final de cada cópia. 

Para terminar, recomendamos que você reflita sobre o seguinte:
 

Já que você é tímido, não se esforce para parecer extrovertido; você parecerá artificial, não-autêntico. Além do mais, para a maioria das pessoas o fato de você ser tímido ou extrovertido não faz a menor diferença na hora de formularem um juízo de valor a seu respeito (lembre-se que 75% das pessoas também são tímidas, assim como você). O que conta são os valores positivos ou negativos que você exibe. E timidez não é valor, é atitude. Portanto, o fato de ser tímido ou não, não acrescenta peso ao juízo de valor que alguém faz de você. Seja o que você é e estará fazendo o melhor que deve ser feito.
 

Texto extraído (e adaptado) do livro
 "Como corrigir a Timidez", de L.C.Martins 
1ª edição - BrLetras/Março de 2005 - Rio de Janeiro/RJ
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A importância de mandar tomar no cu.






Eu sempre achei que cu devia ter acento (sem tocadilhos).
Cú parece muito mais com cú do cu, enfim...

Mandar tomar no cu, realmente é uma libertação. Além de libertar, coloca a situação no eixo ea pessoa que fala mostra que tem poder. Há poder numa frase dessa bem mandada.

Quando você está de saco cheio, ou no ápice da indignação, mande tomar no cu!
Além de despachar o Exú que tá no seu pé, também anda com a fila.

Tem um jeitão de “chega, não quero mais, vá a merda”, no vai tomar no cú.

Perdoar um desafeto liberta, e a boa educação e as religiões recomendam.

Mas este OGRO que vos fala,  diz que um vai tomar no cu bem mandado faz um bem enorme (aí depois você perdoa e todo mundo fica contente).

Elevemos nossas preces à Santa Paciência e:

O Esposa ou Marido estão estressadinhos? Vá tomar no cu.

A filha perdeu o terceiro celular com câmera em dois meses? Vá tomar no cu.

O professor te deixou de exame por uma merreca de nota? Vá tomar no cu.

A visita chegou pro jantar (marcado pras oito) dez horas da noite? Vá tomar no cu.

A doida largada pelo teu amigo fica mandando scrap pra ele na tua página? Vá tomar no cu.

O governo tá cobrindo de fumaça cênica a apuração do escândalo do Renan Calheiros? Vá tomar no cu.

A empregada quebrou (outra) cerâmica que vc pintou? Vá tomar no cu.


O Itaú inventa taxa de saque em dia de chuva? Vá tomar no cu.



Seu jeans encolheu durante o final de semana e tá injustamente apertado?Vá tomar no cu.



Eu te encho o saco? Vá tomar no cu.

Aquele chefe que além de ser arrogante tá dando um de "Sabe Tudo e dando a entender que você é um Bosta? "Esse tem que ir tomar bem no meio do centro do cú e com acento e tudo"

Um Tomar no cu bem mandado, com autoridade, impostação de voz adequada e personalidade, Faz um beeeem danado prá alma, pro coração, pro ego e até pra pele... capaz de botar um pote de CREME NIVEA  no chinelo!

Acreditem usem e recomendem!
 
Não gostaram do texto?

Então vão tomar no meio do cu!!!!!!!