segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Unimultiplicidade"

Que pena que o raciocínio da grande maioria, hoje, atrofiado por posts prontos ou repetições idiotas e alienadas, não consegue entender a profundidade dessa letra que há anos vem falando tudo e com uma melodia simplesmente sensacional.


"Unimultiplicidade"
Neste Brasil corrupção
pontapé bundão.
Puto saco de mau cheiro
do Acre ao Rio de Janeiro.
Neste país de manda-chuvas
cheio de mãos e luvas
tem sempre alguém se dando bem
de São Paulo a Belém.
Eu pego meu violão de guerra
pra responder essa sujeira.
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade;
Onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade.
Não tenho nada na cabeça
a não ser o céu não tenho nada por sapato
a não ser o pass.o
Neste país de pouca renda
senhoras costurando
pela injustiça vão rezando
da Bahia ao Espírito Santo.
Brasília tem suas estradas
mas eu navego é noutras águas.
E como começo de caminho
quero a unimultiplicidade
onde cada homem é sozinho
a casa da humanidade.

Só de Sacanagem!!!


Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?


Por quantas provas terá ela que passar?

Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.

Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro.

A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:

" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!

Dirão:

" - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba."

E eu vou dizer:

"- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".

E eu direi:
" - Não admito! Minha esperança é imortal!"

E eu repito, ouviram?

IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.


Fonte: Ana Carolina