Palavrões libertam, colocam a alma no centro e te trazem de volta a realidade. Observem alguns exemplos dos mais conhecidos e divirta-se em 2014.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões
que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos
sentimentos.
“Caralho”, por exemplo. Que expressão traduz melhor
a ideia de muita quantidade, dimensão ou distância como “Prá Caralho”?
Veja algumas aplicações. A Via Láctea tem estrelas?
Tem muitas estrelas? Bastante estrelas? Não, a Via Láctea tem estrelas Prá
Caralho. O Sol está quente ? O Sol estã muito quente? Não, o Sol está quente "Prá
Caralho"! O universo é antigo?, O Universo é muito antigo? Não, o Universo
é antigo "Prá Caralho"! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é
parvo comó caralho! Entendes? No género do “Prá Caralho”, mas, no caso,
expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem Fodendo!”. Nem o “Não,
não e não!” e o “Nem pensar!” o substituem. O “Nem Fodendo!” é magnânimo e
liquida qualquer assunto.
O "Nem Fodendo" Liberta, tranquiliza e
põe a situação no centro. Exemplos: Aquele filho pentelho te perturba pedindo o carro para ir surfar na praia? Não
perca tempo nem paciência. Solta logo um definitivo: “Huguinho do meu coração,
presta atenção no que papai vai dizer, filho querido, "Nem Fodendo"!”.
Ele aprende logo a lição e vai passear com os amigos, sem qualquer problema. Ai
você fechas os olhos e volta a curtir o CD do Queen que estãva ouvindo antes da
interrupção. Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um “Puta que pariu!”, ou o
seu correlativo “Pu-ta-que-o-pa-riu!”, falado assim, cadenciadamente, sílaba
por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer “Puta-que-o-pariu!”, dito
assim, te coloca outra vez nos eixos. Os teus neurônios têm o devido tempo e clima
para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido
troco ou te livrar de maiores dores de cabeça. Um “Puta que pariu!”bem mandado
arranca pensamentos de quem o ouve: "Esse cara manda hein!"
E o que dizer do nosso famoso “Vai tomar no cu!”? Essa frase já não tem mais a força de um palavrão,
ela soa mais como elogio ou expressão de surpresa. Exemplo: Como você adivinhou
o presente que eu queria? Vai toma no cú adivinhão! E a sua maravilhosa e
reforçadora derivação “Vai tomar no olho do seu cu!”? Já imaginou o bem que
alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se
dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu
cu!”?. Isso o distancia de qualquer problema não temporariamente, mas para
sempre.
Com uma dessa, bem mandada, você retoma as rédeas da
tua vida, a tua auto-estima. É de desabotoar a camisa e ir à rua, vento batendo
na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e
renovado sorriso nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar
aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fudeu!”.
E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: “Fudeu de vez!”. Conhece definição mais
exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo
imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez
proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e
auto-defesa. Situações de uso: Sua esposa usa seu cartão de crédito sem você
saber e estoura o limite. Você recebe a conta e imediatamente não sabe o que
fazer. Nada melhor que um "Fudeu" prá te colocar em dia com a
situação. Sua esposa te pega com a secretária te tirando uma sujeirinha do
ombro. Expressão adequada para o momento: "Fudeu". Na mesma situação,
você se levanta e ela percebe que seu ziper está aberto; ai nada melhor que um
"Fudeu de vez". Algo assim como quando está sem os documentos do
carro, sem habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando
parar. O que você diz? “Fudeu de vez!”
Ou quando percebe que é de um país em que quase
nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a
educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca
qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que
baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … Ai você pensa “Tô
Fudido!”




Mostrei esse site pra minha mãe e ela mesmo assim não deixou eu falar palavrão... MAS EU FALO MESMO ASSIM E FODA-SE (mas eu só falo longe dela)
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