quinta-feira, 24 de maio de 2018

Greve dos Caminhoneiros, bom ou ruim?



Psiu! Owwwwwwwwwwwwww! Prestenção! Muitatretamano vich!!!!! Greve dos Caminhoneiros, bom ou ruim? Eis a questão! Quanta gente opinando, comentando, reclamando.... Aqueles de sempre: Militantes Acéfalos de Facebook e afins.

Para discutir, reclamar ou xingar na rede, precisamos de informação. Se vamos fazer, que façamos com consistência. Assim podemos juntar os elementos e pensar por nós mesmos e não passarmos por papagaios de piratas. Assim nos habilitamos a postar nossas conclusões de maneira clara e sem qualquer viés. Olha só! Não vejo nenhuma arguição. Em síntese: CADÊ OS ARGUMENTOS VÁLIDOS? Vamos entender a precificação dos combustíveis para entender a manifestação dos caminhoneiros.

Antes de mais nada, acredito serem justas todas as formas de manifestação, porém, porémmmmmmm que tenham um método, uma finalidade clara, direta e se possível, com verdade no que se requer. Vamos ser sinceros conosco mesmo.

Os caminhoneiros estão querendo, e com justiça, a redução da carga tributária em seu setor. FATO: É ALTA MESMO! Concordo com a solicitação, mas não concordo com a forma que está sendo feita a manifestação.

Vamos primeiro entender a precificação dos combustíveis:

O Brasil, diferente do que se fala por aí, não é autossuficiente na produção de petróleo. NÃO É! Mesmo que fosse, o petróleo que extraímos não é propriamente dito o melhor para o refino. “Mas existem tipos de petróleo? A resposta é SIM. Existem dois tipos de petróleo, o dito leve e o pesado. O Leve, o qual não produzimos, falando de maneira mais simples, é muito mais fácil e próprio para refino, requer menos investimento e tecnologia; já o Pesado, é de difícil lida, exigindo tecnologias caras, as quais não possuímos. Sendo assim, exportamos o petróleo pesado e importamos o leve. Vem daí a importância do valor do dólar na precificação dos combustíveis. Isso ninguém fala né?

Dizem que no governo anterior o barril do petróleo era mais barato. Ok. Vamos fazer contas então. No auge do colapso do governo anterior, o barril do petróleo variava entre 30 e 50 dólares. Com o dólar, mais caro à época (chegou a R$ 4,20), um barril custava, levando em consideração o valor mais alto, R$ 210,00. Hoje com o dólar mais barato, R$ 3,70, o barril no mercado internacional, também levando em consideração o valor mais alto, custa R$ 296,00. Nem sempre quando o dólar abaixa o preço do combustível faz o mesmo. Entendendo essa relação fica mais fácil de entender. E outra coisa, o que determina o preço do dólar não é a economia nem os economistas brasileiros, mas sim fatores internacionais. Hoje, os combustíveis estão saindo do distribuidor para o posto, a um custo de aproximadamente R$ 1,5148 (cotação do dia 20/05/18) o litro. “Noosssssssssssssaaaaaaa! Mas porque tanta diferença na bomba?” Resposta que dói: Porque os impostos incididos sobre os combustíveis são estratosféricos. Então temos que enfiar de vez em nossas cabeças: O problema não é a Petrobras como se faz o alarde por aí; o problema é a boca grande do Governo. E quando digo governo, não estou querendo dizer do que está no poder do momento, quero dizer de todos os que já passaram. A máquina é voraz, grande, gorda e ineficiente. Agora, o que nós fizemos para isso mudar?

Tudo bem que o governo (letra minúscula mesmo) fez tudo o que precisava para o descrédito da população, mas forçar as medidas na marra é complicado. Mais complicado ainda é o sindicato dos caminhoneiros, colocar o país todo no mesmo bolo com frases do tipo “ESTAMOS FAZENDO ISSO PELO POVO BRASILEIRO”. MENTIRA!!! Vamos ser sinceros com nosso mais profundo íntimo. Sendo mais otimista: UMA MEIA VERDADE. Esta mesma frase é sempre usada pelos políticos que combatemos. Quem faz manifestação no Brasil, faz por causa própria e políticos oportunistas usam algumas frases populistas para ganhar a adesão das massas. Sabe o que é pior: ACONTECE ISSO SEMPRE.

Temos que ter noção de realidade. É isso que nos coloca em estágio evolutivo como pessoas, cidadãos e até como população. Não me venham com esse papo de que estou contra a greve ou contra a classe. Disse e repito: Sou a favor da causa, porém contra o formato.

Nossa representatividade é pífia, covarde e por vezes egoísta, na maioria das questões. Deputados e Senadores no momento, aliás há meses, não legislam pelas causas do povo. Não são todos, mas são muitos que emperram o processo de progresso da nação. Isso não quer dizer que temos que marginalizar a POLÍTICA pelos POLÌTICOS. “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Analisemos outros fatores:
1º. O governo federal atual fez grandes progressos na economia, na ação social, entre outros setores. Será que é tão difícil enxergar isso? É necessário mascarar preços e situações para um alívio imediato aparente e deixar a causa da doença se alastrar em segredo? Há Juros menores, Contenção do desemprego (Eu disse contensão e não solução), taxa de crescimento positivo, etc. É só comparar índices em locais sérios. Mas será que ninguém quer ver? Não estou defendendo o TEMER (não sou filiado nenhum partido), mas que isso acontece todo o dia acontece. O problema vem se acarretando há anos. A pisada de bola no setor energético se acentuou (eu disse acentuou) no governo passado. Se for fazer a matemática, em dois anos conseguimos mais do que no governo Dilma inteiro. Não sou partidário, sou realista e me informo diariamente e quero ir no cerne da questão e não na volúpia facebookiana.

2º. A Carga tributária incidida sobre os combustíveis é alta? É... Mas fazer cortes de impostos de maneira não planejada como o Sr. Rodrigo Maia (Presidente da Câmara de Deputados, o BOLINHA-DEM/RJ) quer fazer (visivelmente de forma eleitoreira), ou como exigem os grevistas, não é dar solução paliativa para um problema que se acarreta há anos? Tirando o PIS-Cofins o combustível fica mais barato imediatamente? FICA, massssssssssssssss De onde o governo vai tirar, ou manobrar a verba que foi perdida? A máquina continua andando e precisa de dinheiro.

Medidas que podem ser eleitoreiras e populistas resolvem o problema agora, e o rombo vem mais na frente. Aí quem vai pagar o preço, DE NOVO? Hein? Digam-me! A população da Dinamarca? Não né? Somos nós de novo. Outros impostos vão aumentar? Ahhhhhhhh se vão!

Aí será outro setor reclamando. E depois outro, depois outro.... A Máquina está inchada e supervalorizada. Esse é o fato principal. O Governo precisa de dinheiro e é do nosso bolso os “Capilés” saem de uma forma ou outra. O que precisamos fazer é eleger com qualidade. Estamos há anos luz disso. Vendo o quadro de presidenciáveis, o pânico é a única coisa que nos resta. Sem Propostas, Projetos, sem Soluções, só Teatro.

3º. Setores específicos não poderiam ficar sem abastecimento. Hospitais e Escolas deveriam ser abastecidos. São vidas em jogo dependendo de atendimento, independentemente de ser particular ou do estado. Uma estratégia deveria ser criada para que a mobilização não prejudicasse o tal “POVO BRASILEIRO” que tanto falam.

4º. Parabéns Sr. Getúlio Vargas e Guilherme Guinle por sufocarem a construção das ferrovias no país. Desde então estamos colhendo frutos ruins. Imaginem um país com uma malha ferroviária estendida por todo o país? Uma locomotiva, com uma carga de diesel, carrega no mínimo 40 vagões. Seriam menos 40 caminhões na pista. Rodovias menos desgastadas e de melhor qualidade. Preços de produtos menores, etc.  Os caminhões poderiam ter outras funções. As cargas longas seriam feitas por trens e as curtas pelos caminhões. Menos desgaste para todos e preços menores para quase tudo.

No país existem leis. Se cumpríssemos ela de maneira satisfatória, alguns problemas nem existiram. É isso serve para o poder público e para nós.

No Brasil a manifestação não tem efetividade devido ao mal planejamento de que as faz. É o grito ou a bateção de panela por elas mesmas, quem prepara um projeto, um abaixo assinado? É só no grito mesmo. Isso não é democracia. Mas não é mesmo! E quem paga por isso e com isso? TODO MUNDO!