Psiu! Owwwwwwwwwwwwww!
Prestenção! Muitatretamano vich!!!!! Greve dos Caminhoneiros, bom ou ruim? Eis
a questão! Quanta gente opinando, comentando, reclamando.... Aqueles de sempre:
Militantes Acéfalos de Facebook e afins.
Para discutir, reclamar ou xingar
na rede, precisamos de informação. Se vamos fazer, que façamos com
consistência. Assim podemos juntar os elementos e pensar por nós mesmos e não
passarmos por papagaios de piratas. Assim nos habilitamos a postar nossas
conclusões de maneira clara e sem qualquer viés. Olha só! Não vejo nenhuma
arguição. Em síntese: CADÊ OS ARGUMENTOS VÁLIDOS? Vamos entender a precificação
dos combustíveis para entender a manifestação dos caminhoneiros.
Antes de mais nada, acredito serem
justas todas as formas de manifestação, porém, porémmmmmmm que tenham um
método, uma finalidade clara, direta e se possível, com verdade no que se
requer. Vamos ser sinceros conosco mesmo.
Os caminhoneiros estão querendo,
e com justiça, a redução da carga tributária em seu setor. FATO: É ALTA MESMO!
Concordo com a solicitação, mas não concordo com a forma que está sendo feita a
manifestação.
Vamos primeiro entender a
precificação dos combustíveis:
O Brasil, diferente do que se
fala por aí, não é autossuficiente na produção de petróleo. NÃO É! Mesmo que
fosse, o petróleo que extraímos não é propriamente dito o melhor para o refino.
“Mas existem tipos de petróleo? A resposta é SIM. Existem dois tipos de
petróleo, o dito leve e o pesado. O Leve, o qual não produzimos, falando de
maneira mais simples, é muito mais fácil e próprio para refino, requer menos
investimento e tecnologia; já o Pesado, é de difícil lida, exigindo tecnologias
caras, as quais não possuímos. Sendo assim, exportamos o petróleo pesado e
importamos o leve. Vem daí a importância do valor do dólar na precificação dos
combustíveis. Isso ninguém fala né?
Dizem que no governo anterior o
barril do petróleo era mais barato. Ok. Vamos fazer contas então. No auge do colapso
do governo anterior, o barril do petróleo variava entre 30 e 50 dólares. Com o
dólar, mais caro à época (chegou a R$ 4,20), um barril custava, levando em
consideração o valor mais alto, R$ 210,00. Hoje com o dólar mais barato, R$
3,70, o barril no mercado internacional, também levando em consideração o valor
mais alto, custa R$ 296,00. Nem sempre quando o dólar abaixa o preço do
combustível faz o mesmo. Entendendo essa relação fica mais fácil de entender. E
outra coisa, o que determina o preço do dólar não é a economia nem os
economistas brasileiros, mas sim fatores internacionais. Hoje, os combustíveis
estão saindo do distribuidor para o posto, a um custo de aproximadamente R$ 1,5148
(cotação do dia 20/05/18) o litro. “Noosssssssssssssaaaaaaa! Mas porque tanta
diferença na bomba?” Resposta que dói: Porque os impostos incididos sobre os
combustíveis são estratosféricos. Então temos que enfiar de vez em nossas
cabeças: O problema não é a Petrobras como se faz o alarde por aí; o problema é
a boca grande do Governo. E quando digo governo, não estou querendo dizer do
que está no poder do momento, quero dizer de todos os que já passaram. A
máquina é voraz, grande, gorda e ineficiente. Agora, o que nós fizemos para
isso mudar?
Tudo bem que o governo (letra
minúscula mesmo) fez tudo o que precisava para o descrédito da população, mas
forçar as medidas na marra é complicado. Mais complicado ainda é o sindicato
dos caminhoneiros, colocar o país todo no mesmo bolo com frases do tipo “ESTAMOS FAZENDO ISSO PELO POVO BRASILEIRO”.
MENTIRA!!! Vamos ser sinceros com nosso mais profundo íntimo. Sendo mais otimista:
UMA MEIA VERDADE. Esta mesma frase é sempre usada pelos políticos que
combatemos. Quem faz manifestação no Brasil, faz por causa própria e políticos oportunistas
usam algumas frases populistas para ganhar a adesão das massas. Sabe o que é
pior: ACONTECE ISSO SEMPRE.
Temos que ter noção de realidade.
É isso que nos coloca em estágio evolutivo como pessoas, cidadãos e até como
população. Não me venham com esse papo de que estou contra a greve ou contra a
classe. Disse e repito: Sou a favor da causa, porém contra o formato.
Nossa representatividade é pífia,
covarde e por vezes egoísta, na maioria das questões. Deputados e Senadores no
momento, aliás há meses, não legislam pelas causas do povo. Não são todos, mas
são muitos que emperram o processo de progresso da nação. Isso não quer dizer
que temos que marginalizar a POLÍTICA pelos POLÌTICOS. “Uma coisa é uma coisa,
outra coisa é outra coisa”.
Analisemos outros fatores:
1º. O governo federal atual fez
grandes progressos na economia, na ação social, entre outros setores. Será que
é tão difícil enxergar isso? É necessário mascarar preços e situações para um
alívio imediato aparente e deixar a causa da doença se alastrar em segredo? Há Juros
menores, Contenção do desemprego (Eu disse contensão e não solução), taxa de crescimento
positivo, etc. É só comparar índices em locais sérios. Mas será que ninguém
quer ver? Não estou defendendo o TEMER (não sou filiado nenhum partido), mas
que isso acontece todo o dia acontece. O problema vem se acarretando há anos. A
pisada de bola no setor energético se acentuou (eu disse acentuou) no governo
passado. Se for fazer a matemática, em dois anos conseguimos mais do que no
governo Dilma inteiro. Não sou partidário, sou realista e me informo
diariamente e quero ir no cerne da questão e não na volúpia facebookiana.
2º. A Carga tributária incidida
sobre os combustíveis é alta? É... Mas fazer cortes de impostos de maneira não
planejada como o Sr. Rodrigo Maia (Presidente da Câmara de Deputados, o
BOLINHA-DEM/RJ) quer fazer (visivelmente de forma eleitoreira), ou como exigem
os grevistas, não é dar solução paliativa para um problema que se acarreta há
anos? Tirando o PIS-Cofins o combustível fica mais barato imediatamente? FICA,
massssssssssssssss De onde o governo vai tirar, ou manobrar a verba que foi
perdida? A máquina continua andando e precisa de dinheiro.
Medidas que podem ser
eleitoreiras e populistas resolvem o problema agora, e o rombo vem mais na
frente. Aí quem vai pagar o preço, DE NOVO? Hein? Digam-me! A população da
Dinamarca? Não né? Somos nós de novo. Outros impostos vão aumentar? Ahhhhhhhh
se vão!
Aí será outro setor reclamando. E
depois outro, depois outro.... A Máquina está inchada e supervalorizada. Esse é
o fato principal. O Governo precisa de dinheiro e é do nosso bolso os “Capilés”
saem de uma forma ou outra. O que precisamos fazer é eleger com qualidade.
Estamos há anos luz disso. Vendo o quadro de presidenciáveis, o pânico é a
única coisa que nos resta. Sem Propostas, Projetos, sem Soluções, só Teatro.
3º. Setores específicos não
poderiam ficar sem abastecimento. Hospitais e Escolas deveriam ser abastecidos.
São vidas em jogo dependendo de atendimento, independentemente de ser particular
ou do estado. Uma estratégia deveria ser criada para que a mobilização não
prejudicasse o tal “POVO BRASILEIRO” que tanto falam.
4º. Parabéns Sr. Getúlio Vargas e
Guilherme Guinle por sufocarem a construção das ferrovias no país. Desde então
estamos colhendo frutos ruins. Imaginem um país com uma malha ferroviária
estendida por todo o país? Uma locomotiva, com uma carga de diesel, carrega no
mínimo 40 vagões. Seriam menos 40 caminhões na pista. Rodovias menos
desgastadas e de melhor qualidade. Preços de produtos menores, etc. Os caminhões poderiam ter outras funções. As
cargas longas seriam feitas por trens e as curtas pelos caminhões. Menos
desgaste para todos e preços menores para quase tudo.
No país existem leis. Se
cumpríssemos ela de maneira satisfatória, alguns problemas nem existiram. É
isso serve para o poder público e para nós.
No Brasil a manifestação não tem
efetividade devido ao mal planejamento de que as faz. É o grito ou a bateção de
panela por elas mesmas, quem prepara um projeto, um abaixo assinado? É só no
grito mesmo. Isso não é democracia. Mas não é mesmo! E quem paga por isso e com
isso? TODO MUNDO!






